(1º Post) Erin Brockovich e o Princípio Pro Actione: Quando o Direito Administrativo Sai do Papel e Abraça a Justiça Material (1º Post)
Os papéis podem mentir. A verdade, quando emerge, fala por si.” — Erin Brockovich (2000) Em Erin Brockovich , realizado por Steven Soderbergh, Julia Roberts interpreta uma mulher que, sem formação jurídica, trava uma batalha monumental contra uma grande empresa responsável pela contaminação das águas numa pequena cidade californiana. O que começa como um caso invisível e descredibilizado transforma-se num dos maiores litígios ambientais dos Estados Unidos. A certa altura, Erin tem todos os elementos materiais que demonstram a culpa da empresa, mas falta-lhe “o formalismo”: documentos protocolados, linguagem jurídica, advogados prestigiosos. Tudo aponta para que a sua luta fique perdida na teia burocrática do sistema judicial. No entanto, à medida que a verdade emerge, os factos materiais impõem-se sobre os requisitos formais , e o tribunal reconhece a gravidade da situação. A forma cede à substância. A justiça prevalece sobre os tecnicismos. Esta narrativa cinematográfica é uma metá...